A Conquista
( Candice Schmidt – Assessoria de Imprensa- JE Mídia Visual)
O AERO-FOGO foi um evento histórico, realizado com dificuldades e que deixou plantada a semente de que iniciativas como esta podem e devem ser incentivadas no Brasil.
Especificamente sobre o AERO-FOGO é fundamental ressaltar que o setor Aeroagrícola está mostrando que pode ser mobilizado e necessita de forças para atuar no combate a incêndios. Todo e qualquer esforço nesse sentindo está sendo valorizado e reconhecido pelos representantes da aviação agrícola.
O que fica claro nesse momento de reflexão após a primeira experiência do simpósio e do curso de prevenção e combate a incêndios no país, é que os direitos de cada profissional só serão assegurados mediante a conscientização dos órgãos governamentais sobre a importância dessa atividade, bem como as soluções que essa questão exige urgentemente. O Brasil dispõe hoje de um mercado precioso de pilotos agrícolas aptos a serem capacitados para se engajarem na luta contra os incêndios florestais. Basta que os órgãos fiquem atentos à essa especialização e reconheçam essa profissão que está claramente qualificada e regulamentada por lei.
Ressaltamos a enriquecedora participação de Raul Ramirez e Mônica Sarmento que além de instrutores, atuaram como verdadeiros parceiros dos pilotos que realizaram o curso prático. Presenças fundamentais como a de Caio Antônio dos Santos, representando a ADELFI, André Mardegan do MAPA e Bruce Noble, representando o governo do Canadá qualificaram a proposta metodológica do congresso.
Dessa forma, o AERO-FOGO pode e deve ser considerado um sucesso aos olhos do setor, das entidades que estiveram desde o início apoiando essa idéia e também àqueles que apenas observaram essa proposta importantíssima para história da aviação agrícola. O pioneirismo do NTA – Núcleo de Tecnologia Aeroagrícola, com o suporte da FEPAF e FCA/UNESP junto à experiência da JE Mídia Visual congregou participantes, palestrantes e expositores do Brasil, Chile, Canadá, Polônia e Estados Unidos.
Durante o simpósio temas como as relações custo-benefício, novas tecnologias e falta de infra-estrutura foram debatidos por profissionais da área, como Osvaldo Vera, ( Mininco Forestal/ Chile), os representantes do PREVFOGO, a AeroAgrícola América Sul apresentando seu trabalho desenvolvido em Minas Gerais, entre outros. O fator indiscutível da diretriz do evento é que o uso de aeronaves permite sim, diminuir o tempo entre a detecção do foco de fogo e as ações de combate, minimizando os danos ambientais e reduzindo os custos de combate.
Contudo, certamente, o evento se tornará referência para discussões sobre as melhores tecnologias e suas adequações no combate aéreo a incêndios para a preservação dos nossos bens naturais. Pró-atividade e união são desde já, peças chave para continuarmos desenvolvendo a capacitação necessária do setor e, assim, criar uma base sólida de representavidade para os pilotos agrícolas do nosso país.
O AEROFOGO foi um avanço para o Brasil
por José Eduardo Ramos da Silva
Diretor da JE Mídia Visual
Organizador do AEROFOGO e do CONTAERO
Mais um passo foi dado nesta história que se chama combate aéreo a incêndios no Brasil. Na mesma proporção em que há vontade de evoluir, são inúmeras e divergentes as opiniões do que deve ser feito.
A realização do AEROFOGO Botucatu serviu para expor estas diferenças e também para provar definitivamente que há uma enorme vontade para que este ramo da atividade aeroagrícola se desenvolva em nosso país.
Para a nação é urgente que se encontre métodos eficientes de combater incêndios em campos e florestas. Para a iniciativa privada, cada metro quadrado de floresta perdido significa dinheiro que virou fumaça. Para os empresários da aviação agrícola o aproveitamento de seu equipamento neste segmento é uma nova opção de faturamento, muito rentável no restante do mundo. Para os pilotos, abre novas fronteiras de trabalho e renda. A indústria e os prestadores de serviço aeronáuticos perceberam que este mercado é muito interessante.
O papel do AEROFOGO Botucatu foi, desde a sua concepção, “jogar lenha nesta fogueira”. O NTA - Núcleo de Tecnologia Aeroagrícola, a Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP de Botucatu e a FEPAF - Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais, em conjunto com a JE Mídia Visual, tinham como objetivo promover o debate sobre o combate aéreo a incêndios no Brasil. Para isto, foram reunidos sob o mesmo teto os órgãos do governo responsáveis pelos setores envolvidos, operadores da aviação agrícola, iniciativa privada, técnicos e estudiosos do tema.
É inegável que o Brasil avançou nesta questão que é crucial para o nosso desenvolvimento. Assim, um passo importante foi dado, o que já é uma significativa recompensa por todo o trabalho realizado.
De parte da JE Mídia Visual, podemos afirmar que desafios como este fazem com que valorizemos ainda mais a importância de reunirmos periodicamente os operadores da aviação agrícola brasileira, ressaltando que ao combaterem incêndios, têm sua imagem associada à preservação do meio ambiente.
Convocamos todos para participarem ativamente do CONTAERO, de 13 a 16 de julho, em Goiânia, buscando soluções que viabilizem o fortalecimento e competitividade da atividade aeroagricola.
O alcance do AEROFOGO
por Prof. Dr. Ulisses Rocha Antuniassi
Presidente da Comissão Organizadora - AEROFOGO
Coordenador do NTA - Núcleo de Tecnologia Aeroagrícola de Botucatu
Os eventos que compuseram o AEROFOGO BOTUCATU 2006 (I Simpósio Internacional sobre Prevenção e Combate Aéreo a Incêndios em Campos e Florestas no Brasil e I Curso Brasileiro de Capacitação em Combate Aéreo a Incêndios em Campos e Florestas para Pilotos Agrícolas) representaram um grande passo do Brasil na consolidação de um programa nacional de combate a incêndios florestais.
O Simpósio Internacional reuniu os diversos segmentos envolvidos no problema dos incêndios florestais, imprimindo um caráter multidisciplinar sobre o assunto e ajudando no enriquecimento dos debates. A participação dos palestrantes internacionais proporcionou uma visão importante para os participantes de como o assunto é tratado em todo o mundo.
A aviação agrícola brasileira teve a oportunidade de mostrar e reforçar sua capacidade de prover o serviço, que é de suma importância para o país. Neste sentido, a aviação agrícola brasileira deu um passo definitivo na conquista desse novo mercado no Brasil.
O “I Curso Brasileiro de Capacitação em Combate Aéreo a Incêndios em Campos e Florestas para Pilotos Agrícolas” foi o maior sucesso entre todas as ações do AEROFOGO. Este curso e a primeira turma de pilotos capacitada representam um marco de importância fundamental para a segurança nacional. Todas as expectativas foram suplantadas, desde a procura por vagas até o desempenho técnico dos participantes, indicando um cenário onde os próximos eventos terão sucesso garantido, disseminando ainda mais estes conhecimentos tão necessários para a aviação agrícola no Brasil.
Combate a Incêndios e Aeronaves.
por Professor Paulo Torres Fenner
UNESP - FCA
Departamento de Recursos Naturais
Milhares de hectares de florestas e campos são queimados anualmente no Brasil. As estatísticas referentes a ocorrência de incêndios são noticiadas frequentemente e apesar do problema ser previsível, poucas medidas de prevenção são tomadas. Além disso o Brasil também é bastante ineficiente nos trabalhos de combate aos incêndios.
Uma das alternativas usadas em outros países tanto para a prevenção quanto para o combate é o uso de aeronaves.
Durante o AERO-FOGO realizado em Botucatu ficou evidente que uso de aeronaves pode auxiliar na prevenção e combate os aviões e apresentam-se como uma alternativa para reduzir os danos ocasionados pelos incêndios florestais. Durante dois dias foram discutidos diversos temas relevantes, tais como as técnicas de combate aéreo bem como as relações de custo-benefício em função do risco dos incêndios. Também foram discutidas as alternativas bem como as oportunidades de negócios envolvidas na utilização de aeronaves de forma que isso resulte em ganhos ambientais que beneficiem toda a sociedade.
Qualificação
por Astor Schlindwein
Parabéns pelo evento, pois possibilitou a troca de experiência com outros paises. Nos mostrou que para fazer frente aos incêndios florestais precisamos sempre estar buscando nos aperfeiçoar em novas tecnologias e principalmente estarmos com uma estrutura completa , com uso de aviões e helicópteros . Organizada e treinada previamente, antes dos incêndios acontecerem para dar apoio necessário às equipes de terra.
Estamos nos primeiros passos de uma caminhada longa que é conseguir manter ano a ano as nossas florestas livres dos grandes incêndios que arrasam grande parte da fauna e flora todo o ano em nosso pais.
Sucesso a todos que como eu acreditaram e acreditam que o sucesso do combate a incêndios florestais passam pelo uso de aeronaves.
Meus Parabéns
por Claudemir Vital
Para acontecer um evento dessa grandeza muita gente trabalhou, e desde longa data com a simples força do pensamento e do sonho acordado muitas pessoas emitiram vibrações positivas e ajudaram concretizar nossos objetivos.
Gostaria de registrar aqui a minha gratidão pela participação e apoio ao AeroFogo.
AeroFogo
por Fernando Morandi
Para mim participar do Aero-Fogo foi de grande aproveitamento, pois me conscientizei que precisamos ir mais adiante com essa idéia no Brasil e no mundo. É saudável, rentável e muito eficiente o combate aéreo a incêndio. Aprendi também que com equilíbrio emocional, profissionalismo, dedicação e equipe não é tão difícil combater incêndio.
Sobre o Aerofogo:
por Rafael D. Aquino
O evento nos proporcionou conhecer melhor o fenômeno do fogo, suas origens, circunstâncias, riscos, proporções e conseqüências com um ponto de vista ideal e que pode nos proporcionar o conhecimento para prevenir ou combatê-lo da melhor forma, com segurança, técnica e trabalho em equipe.
Meu comentário sobre o Aero-Fogo:
por Antônio Carvalhal
Achei o tema abordado com um alto índice técnico, onde resultou a grande eficiência nos resultados.
Tenho certeza que formou ótimos profissionais!
Experiência
por Ricardo Volksweis Lopes
Participar do Aerofogo foi uma experiência muito gratificante. Além de ampliar meus horizontes conversando e participando de palestras com pessoas brilhantes de outros países, encontrei pessoas igualmente brilhantes do nosso país. Aprender sobre pilotar em combate a incêndios em campos e florestas, a meu ver, valoriza o piloto agrícola enfatizando a discussão entre os próprios pilotos sobre as técnicas de lançamento, pouso e decolagem, além da pilotagem com cargas extremas.
Muito importante mesmo para pilotos agrícolas que não pretendem voar no combate a incêndios.
Marco na História
por Júlio Silva de Oliveira
O evento AeroFogo foi um marco na história da aviação agrícola no Brasil.
Dessa forma, proporcionou ao Instituto Estadual de Florestas mostrar ao Brasil, e a um pedaço do mundo, que existe uma semente plantada em Minas Gerais que poderá se reproduzir em vários estados. Haverá no país, já em 2006 duas aviações agrícolas: uma antes do Aerofogo e outra depois.