
Maior produtividade - mais economia e a natureza agradece.
Avião Ipanema álcool da Indústria Aeronáutica Embraer-Neiva. |
Primeira e única aeronave no mundo certificada e fabricada em série para voar com álcool, o Ipanema é o “avião verde” fabricado pela Embraer, a terceira maior fabricante de jatos comercias do mundo e a primeira no segmento de 30 a 120 assentos. Com mais de 30 anos de fabricação, e mais de mil unidades vendidas, o Ipanema é líder no mercado de aviação agrícola no Brasil e representa cerca de 75% da frota.
O avião é fabricado pela Neiva, subsidiária integral da Embraer localizada no município de Botucatu, a 230 km da cidade de São Paulo, no Brasil. A Embraer recebeu a certificação de tipo do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA) para o Ipanema movido a álcool em 2005 e o custo total de desenvolvimento do projeto foi de R$ 1,5 milhão.
Originalmente movido a gasolina, 48 unidades da versão do Ipanema a álcool já foram comercializadas, além de mais de 150 kits de conversão. Este combustível alternativo, além de ser de duas a três vezes mais barato que a gasolina de aviação - “AvGas”, melhora o desempenho geral do avião, reduzindo os custos de operação e manutenção.
A escolha do álcool foi motivada pelo fato de o Brasil ser um grande produtor deste tipo de combustível, que é extraído da cana-de-açúcar e tem sido usado pelos automóveis nacionais há mais de 20 anos.
Os motores de avião movidos a álcool são mais limpos e poluem menos que a gasolina de aviação, porque não possuem chumbo em sua composição, o que torna este combustível ecologicamente correto. A Neiva registrou o nome “AvAlc” (Aviation Alcohol) no Brasil para o uso desta fonte de energia.
O motor movido a álcool permite ainda um aumento em torno de 7% na potência, melhorando o desempenho geral do avião por meio da diminuição de sua distância de decolagem e aumento da razão de subida e da velocidade e altitude de vôo máximas. Além disso, a conversão de motores a gasolina para funcionar com álcool não apenas é possível como desejável do ponto de vista de custos.
O desenvolvimento do motor a álcool para o Ipanema é uma das práticas implementadas pela Embraer nos últimos anos para mitigar a emissão de gases que causam o efeito estufa e outros problemas ambientais. Nesse sentido, a Empresa foi a primeira do setor aeronáutico no mundo a conquistar a certificação internacional ISO 14001, que é um atestado das corretas práticas ambientais.
Em 2005, o EMB-202A, denominação de certificação do Ipanema a álcool, recebeu em Paris o prêmio de inovação na categoria Aviação Geral da revista “Flight International”, uma das mais importantes da indústria aeronáutica, reconhecendo a Embraer como pioneira mundial em seu ramo de negócio em ações concretas em prol do meio ambiente.
Além de ser utilizado na indústria agrícola para pulverização e fertilização de lavouras, o Ipanema também pode ser usado em muitas outras aplicações, tais como a nucleação de nuvens com nitrato de prata para provocar chuvas, combate a incêndios, reboque de planadores, combate a pragas e larvas e povoamento de rios.
Recentemente, a Embraer entregou duas novas aeronaves Ipanema à Força Aérea Brasileira (FAB), que hoje conta com cinco aeronaves do modelo na frota utilizada para o reboque de planadores para treinamento na Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, no interior do Estado de São Paulo, Brasil.
Descrição
O Ipanema é um monoposto de asa baixa. Sua fuselagem é toda construída com tubos metálicos de aço especial que absorve impactos em caso de colisão e os painéis externos são de fácil remoção para limpeza. O Ipanema possui ainda ar-condicionado, indicação visual da quantidade de produtos no reservatório e sistema de pulverização eletrostática opcional.
O monoposto é impulsionado por um conjunto propulsor formado pelo motor a pistão Lycoming IO-540-K1J5, de 320 HP para álcool e de 300 HP para gasolina, ambos a 2.700 rotações por minuto (RPM), e hélice tripa Hartzell de velocidade constante.
As rodas do trem de pouso de grande diâmetro e com grande distância entre eixos proporcionam maior estabilidade na hora do pouso e da decolagem. Além disso, o trem de pouso principal é do tipo convencional, não retrátil e de alta resistência, preparado para realizar o procedimento de pouso com o mesmo peso máximo permitido durante a decolagem.
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