Empresário, piloto e lavoureiro condenados a prisão

Em um julgamento histórico em Concepción del Uruguay, uma cidade na Argentina, os responsáveis pela pulverização da escola de Santa Anita foram condenados a uma pena de prisão. O presidente da empresa aeroagrícola, o proprietário da lavoura e o piloto foram condenados a um ano e meio de prisão.

Em uma sentença histórica e sem precedentes, a corte de Concepción del Uruguay condenou os três acusados pela pulverização aérea de pesticidas que atingiu uma professora e cinco alunos da escola rural no 44 de Santa Anita.

O presidente da empresa Villaguay Aero Litoral SA, Erminio Bernardo Rodríguez, o proprietário da lavoura que contratou o serviço, José Mario Honecker, e o piloto César Martín Visconti, foram condenados a um ano e meio de prisão.

Os juízes Fabián López Mora, Mariano Martínez e Mariela Emilce Rojas anunciaram a sentença, considerando os acusados como sendo responsáveis por “lesões leves e contaminação ambiental culposas”.

Honecker foi considerado culpado de ter contratado os serviços da empresa Aero Litoral, de Rodríguez, para pulverizar a área situada entre os km 7 e 11 na área rural de Santa Anita, usando produtos classificados como “resíduos perigosos” pela Lei Nacional 24.051. Visconti foi o piloto que fez a aplicação aérea.

O julgamento foi o primeiro na província pela pulverização de uma escola. O caso começou com uma denúncia feita pela professora Mariela Leiva, que ministrava a aula quando o evento aconteceu. A denúncia foi acompanhada pela campanha “Parem a Pulverização de Escolas”, liderada pela filial de Basavilbaso, da seccional Uruguay da Asociación Gremial del Magistério de Entre Ríos.

Leiva e cinco crianças relataram ter tido vômitos, náusea, dores estomacais, manchas na pele e nas mucosas, e tiveram de ser tratadas no Hospital Reverendo Padre Becher.

Entre os dias de segunda e quinta-feira, de 18 a 21 de setembro, diversas testemunhas ou participantes daquele evento foram ouvidas por aquela corte de justiça. Depuseram também os pais das crianças afetadas, a dra. Elizabeth Tisocco, médica do hospital, vizinhos da área, policiais que atenderam a ocorrência, o prefeito Horacio Amavet, médicos-peritos que ajudaram na investigação do fato e engenheiros-agrônomos.

Este julgamento estabelece um precedente importante, sendo o primeiro naquela província a lidar com o problema da pulverização de escolas, esperando-se que ele promova a nova lei. Os advogados de defesa pretendem apelar da sentença. – Fonte: www.unoentrerios.com.ar

http://www.unoentrerios.com.ar/la-provincia/fallo-historico-condenaron-los-responsables-la-fumigacion-la-escuela-santa-anita-n1481082.html

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